é brasileira, nascida em Minas Gerais e vivendo em Barcelona desde 2020.
Entre Belo Horizonte e Barcelona, construiu uma vida que atravessa cidades, profissões e círculos sociais, e que hoje encontra na escrita uma forma de investigar as histórias que viveu e as perguntas que ainda carrega.
Escreve desde que se entende por gente. Durante a infância e a adolescência, alimentou diários, capas de cadernos escolares e até portas de guarda-roupa com pensamentos, frases e histórias. Durante muito tempo, porém, nunca se levou a sério o suficiente para imaginar a escrita como profissão.
Formou-se em Arquitetura e Urbanismo no Brasil. Dos seis anos de graduação, o que mais prazer lhe deu foi escrever a defesa de seu trabalho final, que apresentava a possibilidade de construção de um hospital do câncer em João Monlevade, Minas Gerais, cidade onde cresceu e onde viveu com a mãe durante parte da infância e adolescência.
A ideia do hospital nasceu da experiência de acompanhar o tratamento da mãe em 2015, quando as viagens constantes até a capital passaram a fazer parte da vida das duas. Anos depois, essa história continua aparecendo em sua escrita, agora atravessada pelo olhar que construiu desde então sobre classe, dinheiro, mobilidade e as estruturas sociais que moldam nossas possibilidades.
Em 2020, ao se mudar para Barcelona, Athiley também mudou de profissão. Entrou no mercado de tecnologia, primeiro como desenvolvedora de software e, mais tarde, como Product Manager, trabalhando em startups e scale-ups na cidade e remotamente.
A tecnologia transformou não apenas seu trabalho, mas também seu lugar no mundo. Trouxe uma mudança de olhar com respeito ao seu posicionamento social. Em 2026, depois de seis anos construindo uma carreira corporativa, decidiu fazer uma pausa para se dedicar à escrita.
Hoje, escreve seu livro de estreia, enquanto desenvolve um trabalho de acompanhamento para mulheres que querem explorar suas próprias histórias, investigar sua relação com o trabalho e compreender quem são para além dos títulos que carregam ou deixaram de carregar.
Em Barcelona, também cria espaços de encontro em torno da literatura e da escrita, organiza conversas entre autoras e corre com um grupo de mulheres de diferentes idades e nacionalidades. Para ela, ocupar a cidade, escrever e mover o corpo são maneiras diferentes de fazer a mesma coisa: experimentar liberdade.
Sua escrita parte da própria experiência, mas não termina nela. É uma tentativa de olhar para trás com as perguntas que só o presente permite fazer.